Este é o último tópico da série dos posts sobre a matéria de Roteiro para Games I. Este é o Game Design Document baseado em todo o conteúdo que produzi durante o semestre, houve algumas pequenas mudanças e muitas adições. Ele foi carregado no Scribd.
Spirala II – O Ceifador (Game Design Document)
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Gostaria de agradecer a Carolina Zanella pela a paciência em ler e revisar o texto. Espero que tenham gostado, em caso de dúvidas, sugestões ou erros comentem, por favor.
Psicologia e Games – Sweet Child
30/01/2010
Hoje trago o projeto de um jogo para a matéria Psicologia e Games. Ele foi baseado no conto João e Maria, nós procuramos fazer uma adaptação cyberpunk para o público pré-adolescente. É possível ler o conto que usamos como referência aqui. Realizei o trabalho junto de Jefferson Aparecido Silva, Raphael Chiavegati Oliveira (autor dos desenhos da apresentação), Salviano de Figueiredo Viana e Matheus Cayres. A apresentação foi hospedada no Zoho Show e o pdf no Scribd.
Este conto é um fanfic da série de Games The Legend of Zelda. O conto é baseado no universo da série e não tem ligação com nenhum jogo, ele usa elementos presentes em certos games mas é uma história independente.
A Lenda de Zelda – Sombras do Tempo
Autores: Arnaldo da Costa e Castro Neto, Jefferson Aparecido Silva, Renato de Lima Prado e Salviano de Figueiredo Viana.
A batalha se torna cada vez mais intensa, a espada de Link, o corajoso defensor de Hyrule, rasga o ar numa valente luta contra o tirano Ganondorf, o ser amaldiçoado que sonha em ter todos a seus pés. Os dois guerreiros desbravam uma perigosa e terrível batalha, as espadas de ambos brandiam desejando a derrota de seu adversário. O topo do castelo de Hyrule é o palco do baile que as duas lâminas dançam, uma leve e fina chuva cai sobre as terras corrompidas e hoje destruídas. O crepúsculo que surge no horizonte é o plano de fundo, raios de sol refletem no escudo de Link que inteligentemente usava para cegar o cruel inimigo
-Vá Link não desista! Eu sei que pode vencê-lo! – apóia a linda princesa do reino, Zelda que assistia tudo um pouco distante dos dois.
Apesar de sua agilidade maior Link não é capaz de ferir gravemente seu inimigo.
-O salvador de Hyrule se resume a isto? Não passa de um verme com uma espada! Terei prazer em quebrar todos os seus ossos, acabando com você e com a esperança de seus amigos! – diz em tom de deboche o temível Ganondorf enquanto golpeia ferozmente Link com sua espada.
-Jamais desistirei Ganondorf!Seu porco maldito! – grita Link tentando se impor e defendendo os golpes de Ganondorf com seu escudo.
O grande e maléfico ser luta incessantemente sem hesitar enquanto Link começa a ficar ofegante. Num chute de sorte, Ganondorf derruba Link e parte para um último golpe. Neste momento Zelda transfere o poder de seu Triforce ao herói de roupas verdes que com forças renovadas e elevando suas habilidades consegue ser mais rápido e finca sua espada no estômago do tirano. O guerreiro se levanta e tenta se afastar mas nesse momento Ganondorf o segura.
-Pode ter me derrotado mas minha sina continuará! – fala Ganondorf desintegrando-se em uma fumaça negra completando o Triforce da mão de Link com o último triângulo restante.
Com a derrota de Ganondorf o véu negro que cobria as terras de Hyrule se desfaz e milagrosamente o mundo começa a se reconstruir voltando a ser o que era antes da ascensão do terrível vilão.
As terras de Hyrule estão em paz novamente, mas a ordem harmoniosa que a família real tinha sobre a terra agora já não existia mais, o Rei havia sido morto no confronto contra o terrível Ganondorf, os sábios já falavam sobre colocar um sucessor no trono o mais breve possível.
Com a reconstrução do castelo já em andamento, os sábios decidirão que a Princesa deveria se tornar a nova regente de Hyrule, e então com uma noticia avassaladora, Zelda revela seu desejo de se casar com Link, todos de certa forma ficam estarrecidos com o desejo da agora rainha Zelda, mas logo concordam em a rainha casar-se com o herói que salvara o mundo de Hyrule.
Os preparativos da festa de casamento acontecem simultaneamente com os ritos de coroação, durante três dias os festejos se sucedem, o povo está feliz e todos são chamados para a comemoração da nova rainha e o anúncio de seu casamento com Link. As festas são regadas a músicas e muita comida, todos querem saldar o novo casal real, e assim os dias se passaram.
No decorrer do tempo Hyrule é levantada novamente, se tornando o reino de luz que já foi um dia, mas perturbações ainda rondam a família real, os sábios têm regularmente reuniões com os novos soberanos do reino, para planejar os rumos que Hyrule deve tomar para sempre manter a ordem e a paz, só que com o passar do tempo o já chamado de herói estava aos poucos perdendo seus valores e tomando decisões que não agradam a ninguém.
O soberano Link agora é a sombra que Ganondorf foi um dia, o povo começava a sofrer a pressão das tiranas leis e impostos que o rei impõe então Zelda vendo que seu amado estava deturpando o caminho de luz que a família real sempre colocou sobre Hyrule, resolve ter uma conversa com seu marido.
Ao cair do mesmo dia, ao estar completamente a sós com seu amado, Zelda se dirige a Link e lhe pergunta:
- O que aconteceras contigo? Atualmente estás tão diferente, de corpo e alma, mal consigo te reconhecer. Por que está agindo assim?
Ao ouvir suas palavras, Link virou-se e a olhou friamente como se fosse uma fera prestes a atacar, e respondeu:
- Cale-se mulher! Não me interessa o que pensas! Nem o que penso a você! – responde secamente Link saindo do quarto.
Ele se tornou cada vez mais odioso, mais recluso e perdeu a confiança em todos. Com o passar dos tempos, tornou-se mais perverso, já não mais se importava com seu povo que sofria de pragas e vivia na miséria. Nem sequer prestava atenção nas súplicas que Zelda fazia, pois só pensava em conquistas e riquezas.
Zelda depois de alguns dias resolve se aconselhar com os velhos sábios para saber o que poderiam fazer, a informação da reunião da rainha Zelda chega aos ouvidos de Link, já cego pelo poder, considera tal reunião uma afronta ao seu comando e resolve dar uma ordem de prisão aos sábios e a Zelda, os guardas ficam indignados e confusos com tal afirmação, alguns ficam revoltosos, mas outros partem para a sala de reuniões. Quando Zelda caminhava para a sala ela é abordada por um dos guardas.
-Minha rainha!Fuja o mais rápido possível!
-O que está acontecendo Richard? – responde Zelda sem entender o que acontecia.
-O rei! Ordenou caçarmos vossa majestade e os sábios! Ele está louco!
-Link… Cada vez me decepciona mais meu herói… –suspira a rainha.
-Rápido minha rainha, não sei quanto tempo teremos! E leve isto – o soldado entrega o que estava em suas costas para Zelda.
A rainha se surpreende muito ao perceber que era a espada de Link, a Espada Mestra, a espada lendária com poderes para derrotar bestas
-O que?Como conseguistes isso? – pergunta Zelda surpresa.
-O rei me deu, pediu que a jogasse no rio. Ele não pode mais tê-la em suas mãos, inexplicavelmente ela o repele, mas para a vossa majestade creio que ela poderá ser útil.
-Certo Richard, muito obrigada! – agradece Zelda vestindo a capa e cobrindo a espada com mesma.
-Esse é meu trabalho. Pegue Epona e corra para o mais longe! Aproveite para sair pelos fundos usando a passagem de esgoto, assim despistará os guardas.
-Certo. Muito obrigado novamente meu fiel soldado, assim que puder o recompensarei! – fala a rainha correndo o mais rápido que podia para os esgotos.
Após passar por todo o castelo se esgueirando para não ser percebida por ninguém, Zelda consegue sair e corre até o estábulo onde a égua Epona, antiga companheira de Link, estava. A égua recebe gentilmente Zelda que então monta nela e sai em disparada pela noite. Conforme Epona galopava pelas planícies verdes de Hyrule Zelda sente que vê o passado voltando, as sombras reaparecem, o medo constante do desconhecido, o desejar da vinda de um bravo herói. Lágrimas começam a escorrer pelo rosto da rainha, questionava-se por que o mundo que lutou tanto para construir havia caído, por que ela foi condenada a suportar tamanho fardo, mas o que a fazia chorar era o que seu amado marido e herói havia se transformado.
Na manhã do dia seguinte percebe que estava próxima ao Bosque Perdido, local considerado sagrado, onde Link conseguiu a espada que agora ela carregava. Ao adentrar tem uma grande idéia. Zelda lembra-se de uma história que seu pai lhe contava quando era criança. Era a história de um herói que navegava no tempo usando a Espada Mestra para salvar Hyrule de desgraça sem precedência. Tendo esperanças na velha lenda, Zelda adentra ao bosque, indo até onde antigamente ficava o Santuário da Luz. O bosque era o único local que a sensação ruim trazida pelo novo governante não havia se impregnado, possui várias árvores altas e densas onde permite que apenas alguns poucos raios de sol passem. A rainha com sua égua anda um pouco até chegar às ruínas de mármore branco do antigo santuário, lá um altar com o suporte da espada jazia no centro do ambiente. Zelda desmonta de Epona se aproxima segurando a espada e a coloca no suporte então se ajoelha ao lado dela e começa a rezar para obter uma solução. Uma grande quantidade de energia positiva começa a fluir da rainha, esta energia faz com que a Espada Mestra começa a responder, brilhando intensamente. Um vórtice é criado a partir daquela luz tão intensa que causava uma severa ventania no local, Zelda não percebe tamanha sua concentração. Então num ápice de energia e o vórtice explode sugando Zelda.
Um jovem Link caminhava pela floresta próxima a sua casa em busca de algumas frutas para seu tio. O dia estava ensolarado o aroma doce das maças pairava na brisa da manhã. De repente o jovem de orelhas pontudas e cabelo dourado, escuta um barulho como se uma grande pedra caísse de uma árvore. Ao se aproximar vê que é Zelda mas ele percebe que ela está estranha como se fosse mais velha. Mesmo sem entender o que estava acontecendo o herói leva Zelda ainda desacordada para sua casa.
Em um provável sonho Zelda se encontra numa imensidão negra até que recebe a visita de uma fada com trajes azuis.
-Eu sei quem és tu!É Nayru a Deus da Sabedoria! – diz Zelda assustada.
-Sim Zelda, e venho aqui devido a suas preces.
-Pode me ajudar grandiosa deusa?
-Zelda, lembre-se o único capaz de derrotar o herói é ele mesmo.
-Mas como?
-Vamos Zelda acorde- diz a deusa esvanecendo.
Neste momento Zelda acorda deitada na cama de Link na casa do mesmo.
-Volte aqui! – grita Zelda acordando desesperada.
-Princesa você está bem?
-Link?Calma… Do que me chamaste?
-Princesa!Algum problema?
Então Zelda percebe que aquele Link, era o Link por quem ela se apaixonou, o herói que enfrentou diversos desafios para salvá-la e proteger o reino de Hyrule.
-Link tem quantos anos?
-Eu? Tenho 13 anos princesa! Está estranha por que a pergunta?
-Então é isto! Faltam oito anos para a derrota de Ganondorf! Eu e Link éramos crianças!
-Princesa me desculpe mas não estou entendendo nada!
-O que foi que Nayru disse? – devaneia a princesa – A sim! O herói só poderá ser derrotado por si mesmo! Será que isto se encaixaria literalmente?
Link se encontra atormentado pelo modo que Zelda agia.
-É isto!Link sente-se, sei que será difícil entender o que contarei mas quero que faça um esforço.
Então Zelda conta tudo o que havia acontecido em seu tempo para o jovem e confuso Link, que se esforçava ao máximo para entender tudo o que a linda princesa contava.
-Isto não pode ser verdade! Jamais eu faria isso!
-Link eu sei que é difícil de entender mas lhe peço, você pela segunda vez o destino do reino de Hyrule e de todos nós está em suas mãos.
-Certo princesa, mas o que e como faremos? – diz o pequeno e inteligente herói.
-Temos que voltar a minha época, para isto creio que usaremos a Espada Mestra que está no Santuário da Luz que fica no Bosque Perdido.
-Este lugar não é só uma lenda?
-Ele era, até que você em sua jornada o encontrou.
-Zelda mas não seria mais fácil derrotarmos Ganondorf agora?
-Você não está preparado Link, e precisaríamos da força do pedaço que eu tinha do Triforce, que não está mais comigo, e a Zelda desta época não possui forças para manipulá-lo.
-Entendi, então estou com você! Pegarei a espada e o escudo de meu tio e entã partimos, é melhor sairmos sem ele nos ver, evitaria certo trabalho.
Zelda ao ver Link trajando suas antigas vestes verdes, segurando bravamente a espada e o escudo que um dia já tinham lutado para defender sua vida volta a ter esperanças e a confiar naquele herói das lendas.
Juntos entram em uma longa jornada, o caminho era longo diversos monstros foram derrotados pelo jovem Link que cada vez mais aperfeiçoava sua técnica com a espada. Juntos o herói e a princesa enfrentaram desafios dificílimos mas sem esquecer-se de seu objetivo. Conheceram diversas raças como os Gorons, os Zoras, os Gerudos, os Minishs entre outras. Passaram por diversas cavernas obscuras, conhecerão a pacifica Vila Kakarico, desertos escaldantes. Até que quase um ano após o início de seu percurso chegam ao Bosque Perdido e encontram o Santuário da Luz.
-Nossa como este santuário é lindo! Você, em meu tempo, foi o único a vê-lo antes que Ganondorf o destruísse!
-Ele é muito bonito mesmo.
Os dois entram no santuário e chegam ao altar da Espada Mestra e lá ela se encontrava firme e forte.
-Zelda agora que chegamos aqui, eu venho pensando em uma coisa a um bom tempo.
-O que foi Link?
-Caso eu vá para o futuro, é como se eu não tivesse vivido tudo o que eu tenho que viver até o momento que aparecermos no futuro, logo eu não existiria!
A linda dama fica surpresa com tamanha a complexidade do raciocínio do jovem herói.
-Link… Admito não ter pensado nisso. Caso queira desistir esta escolha é sua mas creio que seja lá o que for para acontecer irá, de um jeito ou de outro.
-Bom Zelda se cheguei até aqui não irei desistir! – Link bravamente se dirige até a espada.
Em um forte e único movimento ele a retira de lá criando o mesmo vórtice que fez Zelda viajar. Ambos são transportados para o futuro do jovem Link. Os dois aparecem no topo do castelo de Hyrule, no mesmo lugar onde houve a última batalha contra Ganondorf. Zelda fica perplexa ao ver seu reino. O céu era vermelho e de lá chovia fogo, grandes campos estavam em chamas, às paisagens desbravadas por ela e pelo jovem Link agora estavam destruídas. O som de uma ocarina cortava o som uniforme de gritos agonizantes que se escuta, lá estava, o Link atual mas com vestes negras e tatuagens indecifráveis tocando uma melodia fúnebre que assustava qualquer ser vivo.
-Esta eu batizo de Abraço da Morte. Em homenagem a morte de vocês dois! – diz o Link maduro se virando para os dois viajantes – e não há o que fazer isso já está escrito…
-O que você quer dizer com isso? – diz o pequeno herói empunhando firmemente a Espada Mestra.
-Não percebe? A habilidade desta sua espada não é voltar no tempo, mas sim viajar por dimensões… As lendas contadas hoje não são nada além de acontecimentos ocorridos em outras dimensões paralelamente, provavelmente as fadas são as encarregadas de divulgá-las…
-Isto não me importa! Nada disso é capaz de impedir que eu derrote você!
-Quando alguém possui o Triforce completa, tendo as peças pertencentes a mim, Zelda e Ganondorf é capaz de ver todos estas dimensões. E em todas as dimensões que eu o obtive sou o governante soberano e invencível!
-Meu amado Link! Esqueça isto e volte para mim! – implora Zelda.
- Cale-se! – Link dispara uma descarga de energia mágica pela mão direita na donzela fazendo-a ser arremessada no chão alguns metros de onde estava.
O jovem Link corre na direção dela para ver se está bem.
-Está bem Zelda?
-Sim Link, tome cuidado, por favor. – fala a mulher com dificuldade desmaiando.
- Certo! Agora você verá o que é lutar contra um oponente de verdade! – diz o jovem herói partindo na direção de Link maligno.
O rei desintegra a ocarina fazendo aparecer uma espada muito parecida com a que Ganondorf usou na luta contra o mesmo. Os dois iniciam uma luta frenética, brandindo suas espadas e atacando com a intenção não só de ferir mas como matar seu adversário. O jovem Link apesar de suas habilidades serem menores sua força de vontade e determinação o permitem lutar de igual para igual com o Link adulto. O tirano efetua um golpe muito forte fazendo Link defender com seu escudo e num reflexo rápido ele corta a luva da mão direita de seu adversário e vê o Triforce desenhado, naquele momento a Espada Mestra brilha e então o jovem Link percebe o que deverá fazer.
-Você estava certo, não sou capaz de te matar. – fala o jovem.
-Então admite sua derrota!-diz o tirano ainda golpeando o escudo do jovem herói.
-Não!Eu simplesmente não preciso te matar para vencer!-em um movimento com toda sua velocidade Link vara a mão direita atravessando-a.
O poder maligno que envolvia Link começa a sair de dentro dele. Formando a figura de um touro enorme. O jovem Link tira a espada da mão de seu adversário que agora volta a ter a aparência de que tinha antigamente. A peça do Triforce de Zelda volta a sua mão e o boi tem uma das peças em sua testa.
-Aposto que se acha poderoso não é Link? Mas não percebem? Meu plano já deu certo, Link fez tudo aquilo que planejei que faria!- diz o touro gargalhando.
-Ganondorf?- fala Link adulto já recuperado, sua mão não sangrava mas pelo contrário lá habitava sua peça do Triforce.
-Sou muito pior!Sou Ganon!- o gigantesco touro parte para cima dos dois Links.
O jovem Link usando a Espada Mestra e o Link adulto usando a forma purificada da espada que usará na luta passada começam a lutar contra Ganon. A luta se estende furiosa até que o jovem Link arremessa sua espada na testa do touro que urra de dor.
-Podem ter me derrotado mas ainda sim eu venci! Só o herói pode derrotar o herói!– essas são as últimas palavras de Ganon que ao desintegrar envia a peça do Triforce que tinha na testa para dentro do castelo.
Zelda acorda neste momento e vê os dois Links se encarando.
-E agora para onde é que você vai? – pergunta Link adulto.
-Não sei, se o que você disse antes da luta for verdade, creio que quando meu vínculo acabar nesta dimensão eu irei para algum lugar…
-Sua dimensão?
-Eu não existo mais lá também… É esta é minha hora, até outro dia! – o jovem Link e todos seus instrumentos incluindo sua poderosa espada desaparecem rapidamente.
Zelda e aproxima de Link.
-O derrotamos meu amado! Finalmente poderemos reinar em paz.
-Ganon tinha razão…
-O que você quer dizer?
-Só o herói pode derrotar o herói, e graças a mim a dimensão do jovem Link não existe mais. – diz Link num tom introspectivo.
-Mas Ganon te controlava!- responde Zelda buscando uma explicação para o que aconteceu.
-Não, aquele era eu, o que ele fez foi me dar poder e aguçar aquilo que está mais escondido dentro de mim… Zelda, Hyrule precisa de você! Governe e traga de volta os bons tempos.- fala um deprimido e mudado Link.
-Mas meu querido herói governará ao meu lado!
-Não cometemos este erro mais uma vez. Seguirei meu rumo, agora em busca do que perdi.
-O que perdestes?-fala Zelda com lágrimas em seus olhos.
-O jovem Link… – o guerreiro sai de lá deixando Zelda sozinha.
E assim o herói de roupas verdes sai do castelo de Hyrule andando sem rumo em busca desta vez de algo muito maior que princesas a serem resgatadas ou tesouros a serem encontrados.
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Gostaria de agradecer a Carolina Zanella pela a paciência em ler e revisar o texto. Espero que tenham gostado, em caso de dúvidas, sugestões ou erros comentem, por favor.
Finalmente retornando aos posts introdutórios ao desenvolvimento de games. Este será um pouco mais prático.
O que é?
O Visual C# Express Edition é uma plataforma de desenvolvimento para Windows muito leve. Como ele usa o .NET Framework possui uma grande biblioteca e suprirá todas as nossas necessidades.
Para o que usaremos?
Ele será a plataforma introdutória, antes de começar a desenvolver algo mais complexo pegaremos a base da programação através dele, eu postarei alguns tutoriais feitos inteiramente por mim mas existe uma grande variedade de tutoriais, livros, apostilas e diversos outros materiais que podem ajudar quem está interessado.
Requerimentos
Eu recomento duas versões dele, o Visual C# 2005 Express Edition e o Visual C# 2008 Express Edition. Eu usarei o Visual C# 2008 Express Edition no Windows 7, escolha a versão com base na sua máquina.
Visual C# 2005 Express Edition
Sistemas Operacionais: Microsoft Windows 2000, Microsoft Windows XP, Microsoft Windows Server 2003 e Microsoft Windows Vista.
Processador: Minímo: 600 MHz (Windows 2000, XP e Server 2003) e 1.4 GHz(Windows Vista); Recomendado: 1GHz (Windows 2000, XP e Server 2003) e 2.2 GHz( Windows Vista).
Memória RAM: Minímo: 192 MB(Windows 2000, XP e Server 2003) 396MB(Windows Vista); Recomendado: 256 MB(Windows 2000, XP e Server 2003) e 512 MB(Windows Vista).
HD: No minímo 1.3 GB disponíveis.
Tela: Minímo: 800 x 600 236 cores; Recomendado: 1024 x 768 16 bit.
Para mais detalhes: Manual.
Visual C# 2008 Express Edition
Sistemas Operacionais: Microsoft Windows XP, Microsoft Windows Server 2003, Microsoft Windows Vista, Microsoft Windows 2008 e Microsoft Windows 7.
Arquiteturas Suportadas: x86 e x64.
Processador: Minímo: 1 GHz(Windows XP), 1.6 GHz ( Windows Server 2003, Vista e 7) e 2.4 GHz (Server 2008); Recomendado: 1.6(Windows XP), 2.2( Windows Server 2003, Vista e 7) e 3 GHz(Server 2008).
Memória RAM: Minímo: 192 MB(Windows XP), 768 MB(Windows Server 2003, Vista, 7 e Server 2008); Recomendado: 384 MB (Windows XP) e 1GB(Windows Server 2003, Vista, 7 e Server 2008).
HD: No minímo 1.3 GB disponíveis. Minímo 5400 RPM; Recomendado: 7200 RPM.
Tela: Minímo:1024×768; Recomendado: 1280×1024.
Para mais detalhes: Manual.
Apesar desses requerimentos eu não recomendo utilizar o Windows Vista, 7 ou Server 2008 sem no minímo possuir 2 GB RAM, um processador com dos núcleos de no minímo 1.8 GHz cada núcleo e uma placa de vídeo compatível com Directx 9.0c de 128 MB. NO MINÍMO.
Instalando
Para baixar o Visual C# 2005 Express Edition clique aqui.
Para baixar o Visual C# 2008 Express Edition clique aqui.
Para o Visual C# 2005 Express Edition: Antes de instalar, você deve desinstalar versões Beta, CTP ou Tech Preview anteriores do SQL Server 2005, Visual Studio 2005 e .NET Framework 2.0.
Para o Visual C# 2008 Express Edition: Antes de instalar, você deve desinstalar versões Beta, CTP ou Tech Preview anteriores do SQL Server 2008, Visual Studio 2005 e .NET Framework 3.5.
A instalação de ambos é simples, só demanda tempo, qualquer dúvida consulte o manual da respectiva versão ou deixe um recado aqui. No próximo post entrará na parte prática, desenvolveremos o primeiro programa.
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Espero que tenham gostado, em caso de dúvidas, sugestões ou erros comentem, por favor.
Narratividade e Games – Um Caso Perdido
16/01/2010
Mais um conto escrito pra aula de narrativida, desta vez um conto policial.
Um Caso Perdido
Autores: Arnaldo da Costa e Castro Neto, Jefferson Aparecido Silva, Renato de Lima Prado e Salviano de Figueiredo Viana.
A sirene da viatura do detetive Antônio Antunes rasgava a Rodovia Castelo Branco, perseguindo furiosamente uma BMW preta. Aquela noite estava muito quente e fazia o pequeno e gordo detetive suar muito.
- Início da gravação dos relatos do policial detetive Antônio Antunes. – fala o policial ligando um gravador que estava no painel de seu carro – Começarei falando sobre aquele dia fatídico… Eu e Luís trabalhamos durante meses em uma operação para desmantelar uma grande quadrilha envolvida no tráfico de armas, éramos parceiros quase que inseparáveis. No dia D resolvemos pegar os traficantes separadamente, assim os atacaríamos pelos dois lados, pegando-os desprevenidos. Desde o início achei Luís muito estranho, sabia de coisas que não tínhamos informações e que eram impossíveis de se deduzir! Canalha corrupto! Como um policial tão experiente como eu pude cair nessa?! Então saiu na frente, combinamos dele passar o meu trajeto durante seu caminho, para que não pudessem sabotar nossa operação, intencionalmente me passou a localização errada, fui parar a alguns quilômetros. Através do GPS de minha viatura e da rede da policia pude localizar onde ele estava. Quando cheguei ao local, as armas já estavam apreendidas e todos saudavam Luís pelo brilhante desempenho na operação. Maldito! Ferrou minha vida, pegou o cargo que provavelmente seria meu, o chefe de polícia.
O policial devaneava desviando dos poucos carros entre ele e seu alvo. Sua busca por vingança estava prestes a chegar a algum lugar.
-Após a promoção de Luís Gonçalves, recorri imediatamente por uma transferência, não agüentaria receber ordens daquele canalha, principalmente agora com a ascensão, que aumentou ainda mais seu ego, mostrando sua real personalidade.
Consegui a transferência graças à minha amiga Pâmela Souza. Sempre a desejei, mas uma mulher linda como aquela nunca daria bola a um detetive baixinho, gordo e bigodudo como eu… Enfim, em minhas horas vagas continuei investigando por conta própria a ligação entre Luís e o tráfico de armas. Pâmela era especializada em crimes digitais e estava disposta a me ajudar em minha investigação. Dias depois, ao se infiltrar numa rede de computadores, descobre um banco de dados que listava o nome de meu ex-parceiro como fornecedor de armas de grande porte e datas de encontros. A quantidade que ele trabalhava era o suficiente para um golpe de estado ou até mesmo uma pequena guerra. Não pude me conter. Ao perceber que hoje mesmo iriam se encontrar, corri até o local descrito. Lá este filho da mãe tentava receber dinheiro de uns marginais na área. Ele percebeu que me aproximei e então tentou fugir, dando início a esta perseguição. Agora o persigo para realizar minha vingança!
Neste momento a perseguição se torna mais intensa, fazendo com que Luís faça manobras arriscadas. Os dois carros entram por uma pequena estrada de areia distante do pólo urbano da cidade. Ao chegar à simples estrada avisa sua localização para a central da polícia.
A noite caía, e a perseguição se estendia por horas, finalmente o carro negro parou enfrente a um galpão aparentemente abandonado.
Antônio parou a viatura atrás da BMW, desligando seu gravador. Luís abre a porta do carro e sai correndo, Antônio continua a persegui-lo a pé. Eles contornam o galpão chegando à parte de traz, Luís para em frente a uma porta gigante de costas para Antônio. Então se vira.
-Por que você não cuida dos seus negócios? – o portão começa a se abrir e aparecem vários capangas armados.
-Por que você não vira minha puta? – diz Antônio sacando sua arma.
Luís furioso, com um gesto ordena que seus capangas atirem. No meio do tiroteio Antônio consegue atingir os homens mais próximos da porta pulando para trás da parede, se protegendo. Ele atinge mais um dos capangas e, em movimentos rápidos mas desajeitados, adentra ao galpão forrado de armas. Lá ele pega um dos fuzis que estava dentro de uma caixa e começa a trocar tiros com o pessoal de Luís.
Antônio se protege atrás de um container apoiando suas costas. Ao verificar rapidamente, percebe que só possui mais três balas. Respira fundo para seu último ato e dispara o mais rápido que pode em direção paralela a Luís. Vira-se e dispara seus três últimos projéteis, um acerta um capanga próximo, os outros dois apenas passam no ar sem rumo, que por coincidência acertam um capanga ao fundo mas, repentinamente, sente sua perna queimar, percebe que tinha levado um tiro, cambaleia um pouco, mas sente alvejarem suas costas. Antônio cai no chão, o frio sobe por sua espinha, de joelhos, faz muito esforço e ergue a cabeça em direção a Luís. Seus olhos já demonstram o esvair de sua vida, seu sangue escorre pelas costas manchando sua camisa, mas ainda demonstra raiva pelo seu ex-parceiro, então Luís dirige a palavra a Antônio agora caído no chão:
- Viu meu amigo, esse é a lei do mais forte!
Luís se aproxima, aponta sua arma diretamente contra o coração de Antônio disparando o último tiro de misericórdia. Antônio, com um sorriso malicioso no rosto fecha seus olhos em um último suspiro, só tendo a oportunidade de ouvir os sons das sirenes cercarem o galpão e o barulho de vários oficiais o invadindo.
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Gostaria de agradecer a Carolina Zanella pela a paciência em ler e revisar o texto. Espero que tenham gostado, em caso de dúvidas, sugestões ou erros comentem, por favor.
Hoje venho postar algo que não tem muito nexo com o resto dos temas aqui abordados mas vale a pena. É uma análise dos personagens do conto de fadas Alice in Wonderland (Alice no País das Maravilhas), tal trabalho foi feito para a matéria de Cultura e Mitologia ministrada pelo Profº Cadu Siqueira, dono do blog Tecidos e Disfarces. Material desenvilvodo com Jefferson Aparecido Silva, Raphael Chiavegati Oliveira e Salviano de Figueiredo Viana. Quero também aproveitar esse tema para indicar duas coisas, o jogo desenvolvido pela EA, lançado em 2000, chamado American McGee’s Alice, uma adaptação “dark” do conto e o filme Alice in Wonderland que está sendo produzido pela Disney dirigido por Tim Burton com Johnny Depp, Helena Bonham Carter e Anne Hathaway.
Análise do conto Alice in Wonderland
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Espero que tenham gostado, em caso de dúvidas, sugestões ou erros comentem, por favor.
Como o título diz hoje venho posta ruma proposta fictícia de um game educativo. Ela foi desenvolvida como trabalho na aula de Psicologia e Games, ministrada pela Profª Ivelise Fortim, dona do Blog da Farfalla. O arquivo foi hospedado no site Scribd.
Teoria dos Games
06/01/2010
Esta matéria foi ministrada no segundo semestre, o qual acabei de concluir, pelo Profº Sérgio Nesteriuk. Aqui publicarei as duas principais atividades do semestre, uma apresentação e um artigo, eles não necessariamente precisavam ter o mesmo tema faz escolhi fazer pois gosto muito. O tema tratado é Inteligência Artificial nos Games, não tive muito tempo de pesquisa mas todas as fontes usadas estão registradas no final dos dois trabalhos. Na apresentação também usei um jogo desenvolvido na engine Mugen com o intuito de mostrar a diferença de um personagem com I.A aplicada e um sem e o chatterbot FRANXBOT desenvolvido em ActionScript 3.0, para exemplificar e mostrar o funcionamento de um chatterbot. O visual da apresentação foi alterado quando a publiquei no Zoho Show, mas nada que afete as informações. O artigo foi públicado no site Scribd. O FRANXBOT e o jogo foram hospedados no SkyDrive.
Inteligência Artificial no Game Design1
Inteligência Artificial no Game Design – Apresentação
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Gostaria de agradecer a Carolina Zanella pela a paciência em ler e revisar o texto. Espero que tenham gostado, em caso de dúvidas, sugestões ou erros comentem, por favor. Se quiser reproduzir mencione a fonte. Lembrando que todo o conteúdo foi utilizado apenas com intuito acadêmico.
Postarei mais um conto que escrevemos na aula de narratividade. O tema para este foi terror.
Vejo Você em Minha Eternidade
Escrito por: Arnaldo da Costa e Castro Neto, Jefferson Aparecido Silva, Paulo Henrique Rubens Kornetoff Ferreira e Salviano de Figueiredo Viana.
Meu nome é Érick Capes, tenho 16 anos, moro no subúrbio de São Paulo. Escrevo rápido, pois percebo que cada vez mais, estão perto de mim e antes que me peguem preciso agir. Não quero me tornar um deles! Espero que você que está lendo esta carta faça alguma coisa. Silvio foi o primeiro, e desde então eles me perseguem. Não estou seguro em lugar algum, sou vigiado o tempo inteiro e nada do que eu faça se mantém em segredo! Por mais que eu fuja as paredes me comprimem e é inevitável, já estou preso na trama deles. Mas não serei mais um fantoche! Silvio sabia e foi morto cruelmente, até hoje me lembro de sua morte, fantasiada pela imprensa. Mas não foi um simples atropelamento, eles o pegaram e eu não pude fazer absolutamente nada. Neste momento eles se aproximam e sabem o que tento fazer, mas assim como Silvio, não deixarei tudo ser em vão. Seu sangue não só manchou minhas roupas como também manchou minha alma e foi então que acordei. Ele me contava histórias envolvendo assombrações e assassinatos, porém, agora eu percebo que elas não eram somente contos elas não são nada além da ácida e viscosa realidade!
Ele morreu na tentativa de salvar minha vida. O caso passou em diversas emissoras, porém, foi esquecido e sequer descobriram quem era o assassino. Isso me deixou com uma sensação de angustia e raiva a ponto de pensar em matar o assassino com minhas próprias mãos. Desde então comecei a ser atormentado por quem matou meu amigo, não adiantava nada que eu fazia, não era algo que a morte podia punir. A morte dele não será em vão, aqueles que me seguem desde então pagarão por seus pecados e para isso eu confio em você!
Nasci filho único de uma família comum. Meus pais são pessoas que trabalham muito e mal têm tempo de ficar em casa, por isso chego a passar vários dias sozinhos. Fiquei sozinho até em um de meus aniversários. Apesar disso sei que eles se importam comigo, mas não entendem o que passo. Acho que para qualquer um que não teve minhas experiências seria difícil entender. Por mais que eu explique falam que é da minha imaginação ou que só sonhei e por isso eu tento não incomodá-los, já que não adianta em nada. Agora tenho certeza que não serão mais incomodados.
Estudo em uma escola pequena. Ou estudava, desde que percebi tudo não vou a ela. Pensei um dia que tinha três amigos conhecidos desde minha infância: Alexandre, Rogério e Fabiana. Sempre me ajudaram quando precisei. Se bem que agora isso não é importante.
Lembra-me de uma de minhas noites, sozinho em casa, quando os ataques começaram a ficar mais intensos. Enquanto navegava pela internet, comecei a sentir um calor insuportável, virei para trás e vi que meu quarto estava em chamas! Tentei fugir, mas não conseguia me mover. Então surgiram, bem na minha frente. Entrei em desespero e comecei a gritar quando percebi que estavam mutilando meu peito. Tamanha a dor que sofri desmaiei e ao acordar o fogo não queimava mais meu quarto e se quer danos causou, mas as cicatrizes dos cortes habitavam meu peito. Só os três sabiam que eu estava sozinho! Eles têm alguma ligação, e agora não sei se estão vivos ou mortos…
Todas as manhãs, no metrô a caminho da escola entre as estações da República e do Anhangabaú eu via o fantasma de Silvio. Sempre que o barulho do metrô se tornava ensurdecedor, ele aparecia. No começo ele me assustava, mas na terceira vez eu consegui me controlar e percebi o que talvez já fosse tarde demais pra saber. Ele tentava me avisar. Nunca imaginei que anos depois eles voltariam. Enfim, duas semanas depois que Silvio começou a aparecer, por acaso encontrei o Rogério no metrô, enquanto estávamos voltando para casa. Foi nesse momento que tudo aconteceu. Havia muita gente na estação naquela tarde. Por precaução fiquei ao lado do meu amigo, mas antes que eu pudesse reagir, um dos espíritos empurrou o Rogério para os trilhos. Foi tudo rápido demais, havia um trem chegando à estação. Ele se rendeu, eu vi! Enquanto era atropelado, sua alma era sugada para junto deles, as outras pessoas me empurravam e me afastavam de meu amigo. Foi quando percebi! Todas aquelas pessoas também faziam parte daquilo! Saí correndo, mas por mais que corresse não conseguia fugir. Aquele corredor não tinha fim. As paredes se fechavam, o teto ruía, mas só eu podia ver. Agora percebem o que passo? Eles estão cada vez mais perto! Querem que eu me junte a eles, mas não deixarei. Antes de terminar com isso preciso relatar todos estes fatos aqui.
Rogério não foi o pior, não foi o que mais me perturbou. Alguns dias depois da “tragédia” que levou sua vida, Fabiana me chamou pra sair. Ela e o Alexandre combinaram de pegar um taxi e depois passar em casa para me pegar, íamos ao shopping. Foi no carro que eles voltaram para reclamar mais um de nós. Por mais alarmado que eu já estivesse eles conseguiram mais uma vez seu objetivo. Parado num farol, o carro começou a tremer, o som das buzinas era ensurdecedor, o taxista parecia perdido em pensamentos enquanto o farol se abria. Então vieram os gritos, lancinantes, gritos de desespero, logo o silêncio. Tudo voltou ao normal, eu suava, mas ninguém mais havia notado o que aconteceu. Só eu podia vê-los. E num estrondo, um dos espíritos voltou antes que o carro tivesse arrancado, jogou o Alexandre para fora, que enquanto caia na rua foi violentamente trespassado por um carro que ultrapassava o taxista perdido em seus pensamentos. Num ardil maligno eles influenciaram o pobre taxista, que ao notar os meus gritos desesperados perdeu o controle do carro e bateu num poste, poucos metros a frente do farol.
Surreal, eu sei. Mas eles são implacáveis. Graças a Deus, apenas o taxista se feriu no acidente. Mesmo assim, como que para ocultar o sacrifício ritual que levou o pobre Alexandre, o taxista faleceu no hospital após receber uma visita de um suposto jovem não identificado. De tão ardilosos a minha última amiga ainda viva, Fabiana, começou a suspeitar que eu houvesse sido o provocador de alguma maneira. E foi assim, no meio de uma conversa que estávamos tendo, que eles retornaram para terminar com minha sanidade. Nunca gostei de escadas em caracol. Ela desceu a escada e no momento em que ela saiu da minha vista, vieram os gritos. Eu já não suportava mais, minha cabeça doía. Meus olhos ardiam, meus dedos se endureceram e a escada de ferro começou a se contorcer e então eu os vi chegando e se enroscando nas pernas dela, o ferro se contorcendo derrubando-a da escada. Sua cabeça batendo degrau a degrau, desfalecendo, seus olhos impassíveis cravados em mim, seu último suspiro uma lamúria de desespero que sentia. Seu rosto uma parca expressão de terror misturada com um leve sorriso de alívio ao saber que ela também tinha sido escolhida para morrer. Finalmente terminaram de recrutar seus cavaleiros para a minha caçada.
Após esses acontecimentos, eu, por ser o amigo mais próximo dos três, fui convocado pela policia para ser interrogado sobre o que realmente havia por trás disso tudo. Que injustiça! Senti-me nervoso e ao mesmo tempo vitima, pois eu não havia feito nada além de presenciar os acontecimentos. Chegado o dia, mantive a calma, o detetive só me parecia mais um corrompido pela força dos espíritos. Não acreditariam em mim caso eu falasse quem os matou, então não tive outra escolha a não ser mentir as respostas e esconder a terrível “verdade”. Tive de colocar a culpa da morte de Alexandre no taxista, afinal o pobre ser já estava morto. Agora me questiono: será que ele está realmente morto ou é mais um de meus perseguidores? Droga! Cada vez mais eles se aproximam é melhor eu terminar minha história. O tempo que resta é pouco.
Pouco antes de começar a escrever esta carta recebi um e-mail escrito por Alexandre, falava que tinha saudades de mim e coisas do tipo. Era o que faltava para me enlouquecer completamente, mas antes que eles me dominassem vi que era só mais um e-mail que ele me enviou a algum tempo quando viajava e que tinha sido enviado por mim mesmo! Logo meu leitor é essa resposta! Eles estão dentro de mim! Não posso mais escapar as trombetas já tocam, mas só eu escuto! Malditos sejam esses espíritos que me dominam. Mataram meus amigos, mataram até mesmo meu pai e minha mãe… Sim o sangue deles agora jorra desde a banheira onde o cadáver chamuscado de minha falecida mãe se encontra até a garagem onde jaz o que sobrou do corpo de meu pai após o ataque que sofreu. Eu tentei avisá-los mas eles não me escutaram! A morte deles deve fazer parte do plano dos espíritos para me enlouquecer. Todos aqueles que me rodeavam estão mortos! Não eles não estão mortos, eles estão trás de mim, suas mortes são só uma fachada para arruinar meu cérebro! Não tenho por onde escapar, eles estão voltando, as paredes se fecham, o ruído! Como ninguém escuta esse ruído?!?! O sangue, minhas mãos estão sujas de sangue! Eles… Eles tentam me dominar, mas não deixarei. Posso ver três cavaleiros querendo minha cabeça, agora é a hora! Você que leu essas palavras, caso eles comecem a te perseguir não tente fugir como eu fiz, lute contra eles antes que eles te dominem como fizeram comigo e vinguem meu amigo. Não me tornarei um desses seres malignos, encerrarei tudo antes que me dominem por completo. Assinado com o sangue dos que já se foram e selada com a pólvora do revólver de meu pai esta carta de aviso e despedida aguarda um leitor.
Érick Capes
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Gostaria de agradecer a Carolina Zanella pela a paciência em ler e revisar o texto. Espero que tenham gostado, em caso de dúvidas, sugestões ou erros comentem, por favor.
Mostra do 2º Festival de Games da PUC-SP
04/01/2010
Gostaria me desculpar pelo tempo que fiquei sem postar. O fim do ano foi difícil tive muitas atividades e agora estava buscando descansar um pouco. E é justamente sobre uma das principais tarefas que tive no fim do ano que vim postar. Eu junto de alguns amigos montamos uma equipe de desenvolvimento chamada Fenrir Corp e nosso primeiro trabalho foi um game desenvolvido em Silverlight com o intuito de participarmos do Segundo Festival de Games da PUC-SP. O jogo deu muito certo e conseguimos a segunda colocação no festival, fomos a única equipe do primeiro ano, estamos muito felizes com o resultado e continuaremos a trabalhar no jogo. Para mais informações e para jogar o Galaxy BOOM! entre no nosso blog aqui.
